quarta-feira, 1 de julho de 2009

Rolejo

ENTRADA - PATAMAR - FUNDO DAS ESCADAS

Origem (mais uma vez) desconhecida. Uso bastante restrito a Castelo de Vide. É comum também a forma deturpada Relejo.

Provérbio local - Se já namoras ao rolejo, casada depressa te vejo.

Moscar (-se)

SAIR - IR EMBORA - FUGIR

Origem desconhecida. É usada principalmente para dizer que alguém saiu ou partiu sem qualquer aviso (fugiu).
É também comum a sua forma imperativa (Mosca-te) como forma de expulsar alguém.

Alicobata

PESSOA NATURAL DE CASTELO DE VIDE QUE JÁ NÃO RESIDE NA VILA, VOLTANDO APENAS POR ALTURAS DA PÁSCOA (OU NATAL)

Pela sua sonoridade adivinha-se uma origem árabe, mas não há grande informação sobre a sua origem.
Alicobata é muitas vezes usado de forma pejorativa, muitas vezes com o sentido de alguém que pôs os cornos à terra, como se ouve por vezes.

Curiosidade: na versão portuguesa da Wikipédia, Alicobata redirecciona automaticamente para Castelo de Vide. No entanto, a palavra não aparece uma única vez na entrada da enciclopédia virtual. Veja aqui.

Cumpreição

PACIÊNCIA - VONTADE

É provável que tenha origem em Compleição que significa Temperamento.
A palavra é geralmente utilizada negativamente, ou seja: "Não tenho cumpreição" ou "Não há cumpreição (...)"

Bilhardeirar

METER-SE NA VIDA ALHEIA - COMENTAR - FALAR MAL

A origem da palavra não é conhecida. Contudo, o termo também utilizado na Região Autónoma da Madeira (Bilhardar).
São também utilizadas algumas derivações do termo:
Bilhardeirice (Substantivo) - acto de bilhardeirar; mexerico;
Bilhardeira (Substantivo/Adjectivo) - pessoa que se mete e comenta a vida alheia - geralmente usado no feminino, mesmo quando o acto é efectuado por um homem.

Avezar

HABITUAR (por vezes Habituar Mal)

Usa-se na região Nordeste do Alentejo assim como em zonas da Beira Baixa.
O termo provavelmente tem origem no verbo do italiano antigo Avvezzare, que significa habituar ou viciar (-se).

terça-feira, 30 de junho de 2009

ABCastelo de Vide

Há palavras que todos os dias, no nosso dia-a-dia, usamos, sem nos darmos conta da sua raridade e peculiaridade.
Outras há que têm vindo a cair no esquecimento mas, até há pouco tempo, faziam parte do quotidiano dos nossos pais e avós.
Aqui, neste singelo espaço, pretendemos, com a sua colaboração, recolher o máximo dessas palavras, expressões e mesmo (porque não?) algumas interjeições que fazem parte da nossa cultura local.
É apenas um pequeno projecto, mas pode tornar-se algo grande. Para tal a sua colaboração é essencial. As caixas de comentários estão à sua espera.